ESPIRITIZAR


17/05/2008


"Estou mais vivo do que nunca!"

Milton Claudino era um moço forte de Astolfo Dutra. Motorista de caminhão, passava a maior parte de sua vida cruzando as estradas deste País. Numa época em que nem se sonhava com asfalto!

Era materialista. Ateu, não acreditava em nada. Mas era um moço bom, útil à sociedade, trabalhador.

Um dia, retornando de uma viagem ao nordeste, na subida da serra de Muriaé, o caminhão desce pela ribanceira e ele morre na hora!

Dias depois, minha mãe é acordada de noite, com alguém batendo na janela e chamando pelo Amaury, meu irmão, a quem pedia em voz alta as chaves do caminhão acidentado. Minha mãe, pensando tratar-se de meu cunhado que pudesse estar pedindo socorro para a esposa em trabalho de parto, abre a janela e leva o maior susto! Era o Milton, espírito, que, ignorando sua condição de desencarnado, vinha buscar as chaves do caminhão que o Amaury recolhera, logo após o acidente. Ele pensava, então que pudesse continuar dirigindo.

Na noite seguinte, reunidos na Cabana Espírita Abel Gomes, casa-máter do Espiritismo em minha terra, nem precisamos evocá-lo. Lá já estava ele, levado pelos mentores da casa.

Sua comunicação foi muito interessante. Ele batia no peito da médium que lhe servia de instrumento e dizia, com convicção: - "Que é isso, Arthur?! Estou mais vivo do que nunca! A mesma capacidade de ver, de ouvir, de andar, de querer! Isso é morte? Que é isso?"

Levado à recordação do acidente, um dado plenamente revelador emerge dos fatos que ele próprio nos relata: Pouco antes da subida da serra, ele parara para abastecer o caminhão e tomar um café, espantando o sono que começava a chegar. Nisto um jovem desencarnado entra na cabine, como carona, e, inconscientemente vai minando as energias do caminhoneiro já cansado.

No ponto mais crítico da subida da serra, nosso amigo cochilou. E o inevitável aconteceu.

(ARTHUR BERNARDES DE OLIVEIRA)

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Categoria: Espiritismo
Escrito por Jeanne às 20h38
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16/05/2008


Reencarnação

 A alma que não atingiu a perfeição durante a vida corpórea, como acaba de depurar-se? “Submetendo-se à prova de uma nova existência.”
(Questão 166 de “O Livro dos Espíritos” - Allan Kardec.)

A finalidade da reencarnação é permitir o melhoramento progressivo da humanidade, pois que ninguém, certamente, poderá acreditar que conseguirá atingir a perfeição e a sublimidade de sentimentos numa única existência na Terra.

Com destino à perfeição, onde lograremos encontrar a paz que sonhamos e a felicidades que queremos, temos necessidades de conhecer e saber tudo, fato que não se realizará em curto espaço de tempo e  sem grandes e continuadas experiências.

Sendo assim as reencarnações vão acontecendo, onde em cada uma delas vamos somando aprendizado e lições que, incorporadas ao patrimônio da nossa jornada, possibilitarão amealhar as conquistas que desejamos. Cada existência na Terra se caracteriza como uma etapa da vida definitiva.

Quando temos consciência e amadurecimento espiritual poderemos escolher nossas provas no planeta, decidindo junto com os Espíritos benfeitores como deveremos desenvolver nossas atividades por aqui, mas se ainda somos crianças espirituais, ou seja, se temos pouca maturidade para exercer o nosso livre arbítrio, os amigos espirituais nos ajudarão nas deliberações, sempre visando o nosso sucesso na empreitada.

Na verdade, o processo reencarnatório é extremante complexo, pois que envolve uma grande quantidade de interesses e providências. O Espírito que reencarnará terá que definir o que fará na Terra. Será imprescindível a escolha dos pais, que o pretendente seja aceito na família, a feitura do mapa de seu organismo físico, para que tenha condições para o exercício das tarefas programadas e muito mais.

Em muitos casos Espíritos superiores, condoídos com a nossa situação espiritual, acabam sendo os nossos avalistas, trabalhando caridosamente para a nossa vinda a Terra, em nova etapa de trabalho e realizações. Atuam como benfeitores criando condições para que consigamos os nossos intentos; ou seja, a evolução espiritual.

Portanto, quando uma criança nasce, o que parece o início de uma nova vida, em realidade é apenas a continuidade de um trabalho longamente preparado, onde uma gama enorme de decisões já foi deliberada, sempre visando o sucesso de todos os que estão envolvidos no processo em tela.

Assim sendo sempre será valioso e oportuno perguntar a nós mesmos: o que estamos fazendo da presente existência ? Valeu a pena o esforço e a dedicação dos Espíritos benfeitores? Estamos correspondendo às expectativas e o sacrifício dos nossos pais e demais familiares que contribuíram de forma decisiva para a nossa chegada ao mundo físico? As oportunidades que a vida tem nos dado estão sendo aproveitadas? O tempo que está ao nosso dispor está sendo utilizado convenientemente?

É preciso refletir, meditar, para que não passemos pela vida apenas como um turista em excursão de recreio e lazer. Nossa destinação é a felicidade e a paz, mas indispensável se torna que vivamos com responsabilidade e consciência para que as conquistemos de forma definitiva.

Sempre a providência divina nos propiciará novas oportunidades de progresso, mas aquelas que perdemos não voltam mais. A chance perdida está perdida.

A vida na Terra é uma incomensurável dádiva de Deus, assim vivamos com seriedade, afastando os procedimentos da indiferença e do descaso, para que no final dela, quando retornarmos ao mundo espiritual, sigamos no clima da serenidade e na paz de consciência.  

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Categoria: Espiritismo
Escrito por Jeanne às 22h37
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14/05/2008


O Caráter da Revelação Espírita:

"Se me amais, guardai os meus mandamentos; e eu rogarei a meu Pai e Ele vos enviará outro Consolador, a fim de que fique eternamente convosco: O Espírito Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê e nem o conhece. Mas vós o conhecereis, porque ele ficará convosco e estará em vós. – Mas o Consolador que é o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito (João Cap. XIV, vv. 15 à 17 e 26).

O Espiritismo vem na época predita, cumprir a promessa do Cristo: preside o seu advento o Espírito de Verdade que vem abrir os olhos e os ouvidos, porquanto fala sem figuras, nem alegorias, levanta o véu intencionalmente lançado sobre certos mistérios. Vem trazer a consolação suprema aos deserdados da Terra e a todos os que sofrem, atribuindo causa justa a todas as dores.

À idéia vaga da vida futura, acrescenta a revelação da existência do mundo invisível que nos rodeia e povoa o espaço, e com isso precisa a crença, dá-lhe um corpo, uma consistência, uma realidade à idéia. Define os laços que une a alma ao corpo e levanta o véu que ocultava aos homens os mistérios do nascimento e da morte.

A Lei do Antigo Testamento teve em Moisés a sua personificação. A do Novo Testamento tem-na no Cristo. O Espiritismo é a Terceira Revelação Divina, mas não tem a personificá-la nenhuma individualidade, porque é fruto dado não por um homem, mas sim pelos Espíritos, que são as vozes do alto para todos os pontos da Terra.

O caráter essencial de toda a revelação Divina é o da Eterna Verdade.

O que caracteriza a Revelação Espírita é ser Divina a sua origem e da iniciativa dos Espíritos, sendo, no entanto, a sua elaboração, fruto do trabalho do homem.

Assim, diferentemente das outras duas revelações, não se constitui em ensino de cunho pessoal, nem se restringiu a um local ou a um povo, mas sim surgiu simultaneamente em milhares de pontos deferentes, que se tornaram centros ou focos de irradiação.

AS OBRAS BÁSICAS:

 O Livro dos Espíritos – 1.857:

Primeira obra da Codificação Kardequiana. Primeira edição em Paris, em 18 de abril de 1.857.

A Introdução é composta por 27 parágrafos, onde Allan Kardec explica a obra, esclarece alguns termos novos, comenta as dificuldades das primeiras comunicações, no que se refere à psicografia, comenta e justifica as objeções lançadas sobre a obra; mas é o capítulo VI, que mais nos chama a atenção, pois em 36 parágrafos, é traçado um Resumo da Doutrina dos Espíritos.

Na seqüência temos os Prolegômenos, que seria a exposição preliminar dos princípios gerais de uma ciência ou doutrina.

Os Espíritos desenharam uma Cepa e mandaram que se colocasse no cabeçalho do livro e ela representa o emblema do trabalho do Criador.

o corpo é a cepa;

a alma, ou seja o Espírito encarnado, ou o Espírito ligado à matéria, seria a fruta, a uva;

o Espírito seria o licor.

O homem aperfeiçoa o Espírito pelo trabalho e somente mediante o trabalho do corpo o Espírito adquire conhecimentos.

Adentrando-se, propriamente no corpo da obra, encontramo-la dividida em quatro partes:

Primeira Parte – Das Causas Primárias – subdividida em quatro capítulos: Deus; Dos

Elementos gerais do Universo; Da Criação; Do Princípio vital.

Segunda Parte – Do Mundo Espírita ou Do Mundo dos Espíritos – subdividida em onze capítulos: Dos Espíritos; Da Encarnação dos Espíritos; Da volta do Espírito à Vida Espiritual; Da Pluralidade das Existências; Considerações sobre a Pluralidade das Existências; Da Vida Espírita; Da Volta do Espírito à Vida Corporal; Da Emancipação da Alma; Da Intervenção dos Espíritos no Mundo Corporal; Das Ocupações e Missões dos Espíritos e Dos Três Reinos.

Terceira Parte – Das Leis Morais – subdividida em 12 capítulos: Da Lei Divina ou Natural; Da Lei de Adoração; Da Lei do Trabalho; Da Lei de Reprodução; Da Lei de Conservação; Da Lei de Destruição; DA Lei de Sociedade; Da Lei do Progresso; Da Lei de Igualdade; Da Lei de Liberdade; Da Lei de Justiça de Amor e Caridade e Da Perfeição Moral.

Quarta Parte – Das Esperanças e Cosolações – subdividida em dois capítulos: Das Penas e Gozos terrenos; Das Penas e Gozos Futuros.

 O Livro dos Médiuns – 1.861:

Primeira edição em Paris, em janeiro de 1.861.

O Livro dos Médiuns no seu fronstispício, apresenta o subtítulo: "Guia dos Médiuns e dos Evocadores" e resume o seu conteúdo assim: Ensino especial dos Espíritos sobre a Teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o mundo invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os tropeços que se podem encontrar na prática do Espiritismo, constituindo o seguimento de O Livro dos Espiritos.

Esses temas acham-se expostos através das seguintes partes: Parte Primeira – Noções Preliminares; Parte Segunda – Das Manifestações Espíritas.

 O Evangelho Segundo o Espiritismo– 1.864:

Primeira edição em paris, em abril de 1.864.

Traz em sua folha de rosto, a síntese de seu conteúdo que é: "A explicação das máximas do Cristo em concordância com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida".

O seu estudo se desdobra em uma Introdução e vinte e seis capítulos.

 O Céu e o Inferno – 1.865:

Primeira edição, em Paris, em 1.868.

Tem como subtítulo "A justiça Divina Segundo o Espiritismo".

Contém, segundo o resumo constante em sua folha de rosto a seguinte menção: "Exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual, sobre as penalidades e recompensas futuras, sobre os anjos e os demônios, sobre as penas, etc., seguido de numerosos exemplos acerca da situação real da alma durante e depois da morte.

Sua matéria desdobra-se da seguinte forma: Parte Primeira – Doutrina, com onze capítulos; Parte Segunda – Exemplos, com oito capítulos.

 A Gênese – 1.868:

Primeira edição em Paris, em janeiro de 1.868.

Traz no respectivo frontispício o título completo: "A Gênese, Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo".

Essa obra se divide nas seguintes partes: Introdução; A Gênese, com doze capítulos; Os Milagres, com três capítulos e as Predições, também com três capítulos.

http://sef.feparana.com.br/apost/unid6.htm

Categoria: Espiritismo
Escrito por Jeanne às 19h36
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13/05/2008


Atendimentos no astral

Durante o sono, o espirito liberto do corpo, pode interagir com encarnados e desencarnados, muitas vezes utilizando estes periodos para aprendizagem ou mesmo recebendo atendimentos de que necessita no plano espiritual.

Selecionei este trecho do livro Obreiros da Vida Eterna, psicografado por Chico Xavier, onde André Luiz, o autor espiritual, relata emocionado o encontro de uma mãe encarnada com o seu filhinho desencarnado. Sendo espirito já bastante evoluido, e utilizando-se de seu amor filial, ajuda a mãezinha que encontra-se sofrendo a sua perda.

Saiba mais: 

http://www.guia.heu.nom.br/desd_no_sono_e_sonho.htm

 

 

 

“O quadro era formoso e enternecedor. Possívelmente, examinando a estranheza que se apossara de mim, adiantou-se a orientadora da instituição, explicando, atenciosa:

— Nossos amigos da Crosta, parcialmente libertos da carne pela atuação do sono, afluem até aqui, todas as noites, trazidos por companheiros espirituais, com o fim de receberem socorros ou avisos necessários. A Casa oferece recursos aos encontros oportunos.

Não consegui disfarçar a surpresa, ante a cena maravilhosa, contemplando, embevecido, o cuidado terno dos benfeitores desencarnados com todos aqueles que vinham dos círculos terrestres mais densos.

Atravessada a zona magnética de defesa, confundimo-nos com os passantes. Não longe de mim, Interessante menino, que aparentava nove a dez anos de idade, revestido de gracioso halo de luz, guiava uma senhora de passos incertos. Parecia enferma, incapaz de autocontrole. O pequeno, porém, segurava-lhe firmemente a destra e, após saudar a Irmã Zenôbia, respeitoso, exclamou para a matrona hesitante:

—Por aqui, mamãe! por aqui! venha sem medo.

Ouvindo-o, a interpelada parecia acordar num sonho bom e gritava, semi-inconsciente:

—Meu filhinho, meu filhinho! não me deixes voltar. Quero-te sempre, sempre!...

As expressões de meiguice misturavam-se a copioso pranto. Fixei-lhe os traços fisionômicos. A pobre mãe não nos enxergava. Seguia, acanhada e insegura de si. Seus olhos, que vertiam grossas lágrimas, permaneciam presos na contemplação da criança, revelando a suprema ternura de mãe, exausta de saudade, a reencontrar o objeto de seu amor, que parecera perdido para sempre.

— Mamãe, caminhe! não desfaleça! — clamava o rapazinho, exultando de júbilo.

— Já vou, meu filho! eu te seguirei, leva-me contigo! — tornava a palavra maternal, afogada em sublime emoção.

Meus companheiros, habituados talvez, desde muito, ao espetáculo, conversavam, descuidados, entre si; todavia, segui, de olhos umedecidos, a criança carinhosa que amparava a sua mamãe, até que desapareceram através de uma das portas laterais.

Não contive a surpresa que me dominava. Tocando o braço do padre Hipólito, indaguei:

— Meu amigo, com que fim seguiriam a senhora e o menino?

Esboçou ele significativo gesto de espanto e observou:

— Não os vi.

Falei-lhe, então, do quadro que tanto me enternecera, bordando meus informes de considerações afetivas.

O ex-sacerdote sorriu compassivo e acrescentou:

— Ora, André, são tantas mães e tantas crianças a transitarem por aqui!... Certamente, o filhinho, como tantos outros, conduz a genitora a gabinetes de auxilio.

Não tive tempo para emitir novas impressões”.

 

Categoria: Espiritismo
Escrito por Jeanne às 23h59
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12/05/2008


William George, O Avô de Si Mesmo

Luciano dos Anjos e Hermínio Corrêa de Miranda

Livro: Crônicas de Um e de Outro - De Kennedy Ao Homem Artificial

Já dissemos que a doutrina da reencarnação não é uma revelação ou descoberta do Espiritismo, pois há muitos séculos era aceita no Oriente. É de justiça reconhecer que Allan Kardec e seus seguidores contribuíram de maneira sensível para divulgar a idéia no Ocidente, vencendo aos poucos uma forte resistência inicial.

A reação descabida é determinada principalmente pela incompreensão do real significado da reencarnação e suas conseqüências morais. Além do mais, a milenar "novidade" vinha contrariar conceitos e preconceitos muito arraigados.

Estamos agora observando, com alegria e esperança, interesses legítimos no estudo desapaixonado da reencarnação por parte de cientistas de renome.

O professor H.N. Banerjee, da Universidade de Rajstan, na Índia, já há vários anos pesquisa o assunto. Procurando uma terminologia nova para o fenômeno, propõe ele as iniciais ECM, da expressão inglesa "extra cerebral memory", ou seja, memória extra cerebral. Isto quer dizer que o ilustre professor está convencido de que a memória funciona também sem o apoio do cérebro físico e, portanto, tem condições de sobreviver à morte do corpo. Idéia semelhante, aliás, foi esposada pelo Dr. Andrija Puharich, que admite experimentalmente o que chama "mobile center of consciouness" (MCC), isto é, "centro móvel de consciência".

Outro cientista eminente, o professor Ian Stevenson, da Universidade de Virgínia, tem, nos seus arquivos, relatos de mais de 600 exemplos de reencarnação. O Dr. Stevenson especializou-se em casos de crianças de tenra idade que têm lembranças espontâneas de vidas anteriores.

Há algum tempo selecionou ele 20 desses casos e publicou, em 1966, um livro interessantíssimo intitulado "Vinte Sugestivos Casos de Reencarnação", no qual são apresentados dois do Brasil, ocorridos ambos na família do saudoso professor Francisco Valdomiro Lorenz, do Rio Grande do Sul.

Um desses casos é narrado pelo próprio professor Lorenz, no seu livro "A Voz do Antigo Egito", (edição da Federação Espírita Brasileira). Uma jovem amiga dos Lorenz adoeceu gravemente e, antes de morrer, anunciou que renasceria em breve na família do professor. Tanto este como sua esposa guardaram a informação para si mesmos, nada revelando aos demais membros da família, nem mesmo depois de nascida mais uma menina. Esta é que, logo que começou a falar, passou a referir-se espontaneamente à sua existência anterior, lembrando episódios então vividos.

Não é o caso único na literatura espírita, em que a pessoa anuncia se renascimento e depois se lembra da personalidade anterior com bastante riqueza de informações. Num dos exemplos colhidos no arquivo do professor Stevenson, um cidadão chamado William George, do Alaska, declarou que renasceria na família do seu próprio filho, com as mesmas marcas que tinha no corpo. Isso realmente aconteceu e, com poucos anos de idade, a criança se lembrava perfeitamente da sua vida anterior, apanhando certa vez, entre diversas outras peças, um relógio que lhe pertencera no passado. Também reconhecia seus parentes que agora haviam trocado de posição, a começar pelo seu filho, que era então seu pai, pois o menino era avô de si mesmo!

Estes fatos que ainda surpreendem tanta gente, serão mais tarde aceitos com naturalidade e interesse. A verdade é totalmente indiferente aos nossos preconceitos e caturrices e, graças a Deus, há muito cientista empenhado em descobrir a verdade, seja ela qual for.

http://www.omensageiro.com.br/mensagens/mensagem-201.htm

Categoria: Espiritismo
Escrito por Jeanne às 19h44
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BRASIL, Sul, PORTO ALEGRE, FLORESTA, Mulher, de 46 a 55 anos

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