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O CASO EVELINA

No livro Entre a Terra e o Céu, o autor espiritual André Luiz, nos relata suas aventuras no astral e na crosta, sempre acompanhado pelo companheiro Hilário e pelo instrutor espiritual Clarêncio. Neste livro, aparece mais um personagem, a Eulália. Tudo começa quando uma menina chamada Evelina, em apuros, faz comoventes pedidos à sua mãe já falecida, a Odila, mas esta, estando ainda sofrendo pelo segundo casamento do pai de Evelina, não tem condições de atendê-la, sendo ainda ela própria, quem ainda precisa de muito auxílio. Em virtude desta situação difícil e de muito sofrimento, nossos amigos resolvem vir à crosta para verificar a situação de perto. O texto selecionado para hoje, é rico em ensinamentos. Ele nos mostra que toda a prece é válida, desde que sejamos merecedores. Que não devemos pedir para nossos entes queridos desencarnados, porque eles podem ainda não estar em condições de nos atender, e ao contrário, pedidos insistentes podem acabar causando maiores sofrimentos pela sua impotência diante de uma dor que eles não podem ainda ajudar a minimizar. Mostra ainda, de uma maneira clara e precisa, como acontecem os atendimentos espirituais a domicilio, desde claro, que sejamos disto merecedores. E, para finalizar, usei este texto como apresentação dos personagens que ainda vão nos ensinar através de suas vivências, as leis de ação e reação, a importância da prece, do perdão e tantos e tantos outros. 

Passeando em nós o olhar muito lúcido, concluiu:
— Desejariam cooperar conosco na tarefa assistencial?
Sem dúvida, o caso fascinava-nos a atenção.
O orientador, no entanto, recomendou esperássemos dois dias. Desejava inteirar-se, a sós, de todas as ocorrências, para instruir-nos com segurança, quando estivéssemos a usufruir-lhe a companhia.
Nossa excursão, todavia, foi marcada e, no momento preciso, achávamo-nos a postos.
Sem delonga na viagem, Clarêncio, Eulália, Hilário e eu encontramo-nos em residência modesta, mas confortável, num dos bairros do Rio de Janeiro.
O relógio citadino acusava exatamente vinte e uma horas.
Entramos.
Em estreito compartimento, à guisa de gabinete de trabalho e biblioteca, um homem de trinta e cinco anos presumiveis lia, com visiveis sinais de preocupação, um manual de mecânica.
Na secretária singela, desdobravam-se publicações diversas, denunciando-lhe os estudos.

Clarêncio, assumindo com mais propriedade o papel de mentor do nosso grupo, informou, gentil:
— Este é Amaro, o chefe da casa. Tem, no longo pretérito, complicados compromissos. Em muitas ocasiões, usou projetis e lâminas de ferro para o mal. Hoje. é servidor categorizado numa ferrovia...
Em seguida, passamos a gracioso quarto próximo.
Encantadora adolescente de catorze anos bordava iniciais num lenço de linho.
Magra e triste, parecia concentrar a mente nos olhos grandes e serenos. Não nos assinalou a presença, mas, ao contacto das mãos espirituais do Ministro, revelou indefinível contentamento interior.
Instintivamente, desviou o olhar do pano alvo e fixou-o num retrato de mulher que pendia da parede. Sorriu, enlevada, qual se conversasse com
a imagem, enquanto Clarêncio nos dizia:
— Esta é a nossa Evelina, cuja reencarnação foi por nós organizada, faz alguns anos. A fotografia é uma lembrança da mãezinha que já partiu. Evelina está ligada aos pais, através de imenso amor, desde séculos remotos. Veio ao encontro de criaturas e situações das quais necessita para a garantia da própria ascensão, mas trouxe também consigo a tarefa de auxiliar os progenitores. No momento, acredita- se amparada pela mãezinha, entretanto, pelos méritos já acumulados na vida espiritual, é ela mesma quem continua socorrendo o coração materno, ainda em luta...

Abracei, comovido, a mocinha extática, que se guardava em luminoso halo de tranqüilidade e, por alguns instantes, meditei na grandeza do amor e na sublimidade da oração”.



Categoria: Espiritismo
Escrito por Jeanne às 20h57
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Simpatias e antipatias terrenas

386. Dois seres que se conheceram e se amaram podem encontrar-se em posterior existência corpórea e reconhecer-se?
Resposta: Podem não se reconhecer, mas ser mutuamente atraídos, sim. E muitas vezes não é outra a causa de ligações íntimas, fundadas sobre uma afeição sincera.
Dois seres se aproximam reciprocamente por circunstâncias aparentemente fortuitas, mas que representam a atração de “dois espíritos que se buscam na multidão”

387. A simpatia tem sempre por princípio um conhecimento anterior?
Resposta: Não. Dois espíritos que se combinam procuram-se naturalmente, sem que se hajam conhecido como homens.

388. Os nossos encontros com certas pessoas, e que atribuímos aos acaso, não seriam efeito de uma espécie de relação simpática?
Resposta: Entre os seres pensantes existem ligações que ainda desconheceis. O magnetismo é o piloto dessa ciência que mais tarde compreendereis melhor.

389. Qual a razão da instintiva repulsa que, à primeira vista, experimentamos por certas pessoas?
Resposta: “Espíritos antipáticos, que se adivinham e se reconhecem em silêncio”

390. A antipatia instintiva é sempre indício de natureza má?
Resposta: Pelo fato de não serem simpáticos, dois Espíritos não são necessariamente maus; a antipatia pode originar-se
de uma falta de similitude do pensamento.
À medida, porém, que se elevam, as nuanças se apagam e a antipatia desaparece.

391. A antipatia entre duas pessoas nasce antes no Espírito pior ou no melhor?
Resposta: Num e noutro. Mas diversas são as causas e os efeitos. Um Espírito mau antipatiza com quem quer que
possa julgá-lo e desmascará-lo. Vendo alguém pela primeira vez, sabe que vai ser desaprovado; seu afastamento se transforma em ódio, em inveja e lhe inspira o desejo de fazer o mal. O bom Espírito sente repulsa pelo mau, porque sabe que não será compreendido e que não comungam os mesmos sentimentos. Entretanto, seguro de sua superioridade,
contra o outro nem alimenta ódio, nem inveja: contenta-se com evitá-lo e lastimá-lo.

O Livro dos Espíritos – Allan Kardec

Amigos, este blog está destinado apenas aos estudos, quem desejar ler as mensagens espiritas, estou em novo endereço: 

 http://conscienciaevida.blogspot.com estarei esperando por vocês lá.



Categoria: Espiritismo
Escrito por Jeanne às 19h13
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Filosofia Espirita



Categoria: Espiritismo
Escrito por Jeanne às 23h46
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A CRISE DA MORTE

Primeiro Caso

 

Extraio este fato de uma obra intitulada: Letters and Tracts on Spiritualism, abra que contém os artigos e as monografias publicadas pelo juiz Edmonds, de 1854 a 1874. Sabe-se que Edmonds era notável médium psicógrafo, falante e vidente. Alguns meses depois da morte acidental de seu confrade, o juiz Peckam a quem ele muito estimava, deu-se o caso de Edmonds escrever longa mensagem, em que seu amigo morto referia as circunstâncias de sua morte. As passagens seguintes são tiradas da mensagem em questão:

Se houvera podido escolher a maneira de desencarnar, certamente não teria preferido a que o destino me impôs. Todavia, presentemente não me queixo do que me aconteceu, dada a natureza maravilhosa da nova existência que se abriu subitamente diante de mim.

No momento da morte, revi, como num panorama, os acontecimentos de toda a minha existência. Todas as cenas, todas as ações que eu praticara passaram ante o meu olhar, como se  houvessem gravado na minha mentalidade, em fórmulas luminosas. Nem um só dos meus amigos, desde a minha infância até a morte, faltou á chamada. Na ocasião em que mergulhei no mar, tendo nos braços minha mulher, apareceram-me meu pai e minha mãe e foi esta quem me tirou da água, mostrando uma energia cuja natureza só agora compreendo. Não me lembro de ter sofrido. Quando imergi nas águas, não experimentei sensação alguma de medo, nem mesmo de frio, ou de asfixia. Não me recordo de ter ouvido o barulho das ondas a se quebrarem sobre as nossas cabeças. Desprendi-me do corpo quase sem me aperceber disso e, abraçado sempre à minha mulher, segui minha mãe, que viera para nos acolher e guiar.

O primeiro sentimento penoso só me assaltou quando dirigi o pensamento para o meu caro irmão; porém, minha mãe, percebendo-me a inquietação, logo ponderou: Teu irmão também não tardará a estar conosco: A partir desse instante, todo sentimento penoso desapareceu de meu espírito. Pensava na cena dramática que acabara de viver, unicamente com o fito de levar socorro aos meus companheiros de desgraça. Logo, entretanto, vi que estavam salvos das águas, do mesmo modo por que eu fora. Todos os objetos me pareciam tão reais à volta de mim que, se não fosse a presença de tantas pessoas que sabias morta, teria corrido para junto dos náufragos.

Quis informar-te de tudo isto, a fim de que possas mandar uma palavra de consolação aos que imaginam que os que lhes são caros e que desapareceram comigo sofreram agonias terríveis, ao se verem presas da morte. Não há palavras que te possam descrever a felicidade que experimentei, quando vi que vinham ao meu encontro ora uma, ora outra das pessoas a quem mais amei na Terra e que todas acudiam a me dar às boas-vindas nas esferas dos imortais. Não tendo estado enfermo e não tendo sofrido, fácil me foi adaptar-me imediatamente às novas condições de existência...

Com esta última observação, o Espírito alude a uma circunstância que concorda com as informações cumulativas, obtidas sobre o mesmo assunto, por grande número de outras personalidades mediúnicas, isto é, que só nos casos excepcionais de mortes imprevistas, sem sofrimentos e combinadas com estados serenos da alma, é possível atravessar o Espírito à crise da desencarnação, sem haver necessidade de ficar submetido a um período  mais ou menos longa de sono reparador. Ao contrário, nos casos de morte consecutiva à longa enfermidade, em idade avançada, ou com a inteligência absorvida por preocupações mundanas, ou oprimida pelo terror da morte, ou, ainda, apenas, mas firmemente, convencida da aniquilação final, os Espíritos estariam sujeitos a um período mais ou menos prolongado de inconsciência.

Ponderarei que estas observações já se referem a um desses detalhes secundários a que aludi em começo e nos quais se notam desacordos aparentes, que, na realidade, se resumem em concordâncias reguladas por uma lei geral, que necessariamente se manifesta por modos muito diferentes, segundo a personalidade dos defuntos e as condições espirituais tão diversas em que se acham no momento da desencarnação.

Cumpre-se atente, além disso, no detalhe interessante de dizer o morto ter tido, no momento da morte, a visão panorâmica de todos os acontecimentos de sua existência. Sabe-se que este fenômeno é familiar aos psicólogos; foi referido muitas vezes por pessoas salvas de naufrágios. (Publiquei a respeito uma longa monografia nesta mesma Revista, no correr dos anos de 1922-1923.) Ora, no caso relatado pelo juiz Edmonds, como em muitos outros casos do mesmo gênero, assistimos ao fato importante de um morto afirmar haver passado, a seu turno, pela experiência da visão panorâmica, de que falam os náufragos salvos da morte. Isto se torna teoricamente importante, desde que se tenha em mente que o juiz Edmonds não conhecia a existência dos fenômenos desta espécie, ignorados pelos psicólogos de sua época. Ele, pois, não podia auto-sugestionar-se nesse sentido, o que constitui boa prova a favor da origem, estranha ao médium, da mensagem de que se trata.

Notarei, finalmente, que neste episódio, ocorrido nos primeiros tempos das manifestações mediúnicas, já se observam muitos detalhes fundamentais, concernentes aos processos da desencarnação do Espírito, os quais serão depois constantemente confirmados, em todas as revelações do mesmo gênero. Assim, por exemplo, o detalhe de o Espírita não perceber, ou quase não perceber, que se separara do corpo e, ainda menos, que se achava num meio espiritual. Também o outro detalhe de o Espírito se encontrar com uma forma humana e se ver cercado de um meio terrestre, ou quase terrestre, de pensar que se exprime de viva voz como dantes e perceber, como antes, as palavras dos demais. Assinalemos ainda outro detalhe: o de achar o Espírito desencarnado, ao chegar ao limiar da nova existência, para o acolherem e guiarem, outros Espíritos de mortos, que são geralmente seus parentes mais próximos, mas que também podem ser seus mais caros amigos, ou os Espiritos-guias.

Detalhe fundamental também este que, com os outros, será confirmado por todas as revelações transcendentais sucessivas, até aos nossos dias, salvo sempre circunstâncias mais ou menos especiais de mortos moralmente inferiores e degradados, aos quais a inexorável lei de afinidade (lei físico-psíquica, irresistível em seu poder fatal de atração dos semelhantes) prepararia condições de acolhimento espiritual muito diferentes das com que deparam os Espíritos evolvidos.

 

A CRISE DA MORTE - ERNESTO BOZZANO

 



Categoria: Espiritismo
Escrito por Jeanne às 22h29
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A CRISE DA MORTE

Reproduzo um último caso de data antiga, que extraio do livro do Dr. Wolfe: Starling Facts in Modern Spiritualism (pág. 388). “Jim Nolan”, o “Espírito-guia” do célebre médium Sr. HoIlis, que disse e demonstrou ter sido soldado no curso da Guerra de Secessão da América e haver morrido de tifo num hospital militar, responde da maneira seguinte às perguntas de um experimentador:

P. Que impressão tiveste da tua primeira entrada no mundo espiritual?
E?.
Parecia-me que despertava de um sono, com um pouco de atordoamento a mais. Já não me sentia enfermo e isso me espantava grandemente. Tinha uma vaga suspeita de que alguma coisa estranha se passara, todavia, não sabia definir o de que se tratava. Meu corpo se achava estendido no leito de campanha e eu o via. Dizia de mim para mim: “Que estranho fenômeno!”
Olhei ao meu derredor, e vi três de meus camaradas mortos nas trincheiras diante de Vicksburg e que eu enterrara. Entretanto, ali estavam na minha presença! Olhavam a sorrir. Então, um dos três me saudou, dizendo:
Bom-dia, Jim; também és dos nossos?
Sou dos vossos? Que queres dizer?
Mas...- que te achas aqui, conosco, no mundo dos Espíritos. Não te apercebeste disto? É um meio onde se está bem.
Estas palavras eram muito fortes para mim. Fui presa de violenta emoção e exclamei:
“Meu Deus! Que dizes! Estou morto?”
Não; estás mais vivo do que nunca, Jim; porém te achas no mundo dos Espíritos. Para te convenceres, não tens mais do que atentar no teu corpo.
Com efeito, meu corpo jazia, inanimado, diante de mim, sobre a tarimba. Como, pois, contestar o fato? Pouco depois, chegaram dois homens que colocaram meu cadáver numa prancha e o transportaram para perto de um carro; neste o meteram, subiram à boléia e partiram. Acompanhei então o carro, que parou à borda de um f
osso, onde o meu cadáver foi arriado e enterrado. Fora eu o único assistente do meu enterro...
P.
Quais as sensações que experimentaste na crise da morte?
R.
A que se experimenta quando o sono se apodera da gente, mas deixando que ainda se possa lembrar de alguma idéia que tenha tido antes do sono. A gente, porém, não se lembra do momento exato em que foi tomado pelo sono. É o que se dá por ocasião da morte. Mas, um pouco antes da crise fatal, minha mentalidade se tornara muito ativa; lembrei-me subitamente de todos os acontecimentos da minha vida; vi e ouvi tudo que fizera, dissera, pensara, todas as coisas a que estivera associado. Lembrei-me até dos jogos e brincadeiras do campo militar; gozei-os, como quando deles participei.
P.
Conta-nos as tuas primeiras impressões no mundo espiritual.
R.
la dizer-vos que os meus bons amigos soldados não mais me abandonaram, desde que desencarnei até o momento em que fiz a minha entrada no mundo espiritual; lá, tinha eu avós, irmãos e irmãs, que, entretanto, não me vieram receber quando desencarnei. Ao entrar no mundo espiritual, parecia-me caminhar sobre um terreno sólido e vi que ao meu encontro vinha uma velha, que me dirigiu a palavra assim: “Jim, então vieste para onde estávamos?” Olhei-a atentamente e exclamei:
“Ó avozinha, és tu?” “Sou eu mesma, meu caro Jim. Vem comigo.” E me levou para longe dali, para sua morada. Uma vez lá, disse-me ser necessário que eu repousasse e dormisse. Deitei-me e dormi longamente...
P.
A morada de que falas tinha o aspecto de uma casa?
R.
Certamente. No mundo dos Espíritos, há a força do pensamento, por meio do qual se podem criar todas as comodidades desejáveis. . .

A Crise da Morte – Ernesto Bozzano



Categoria: Espiritismo
Escrito por Jeanne às 22h01
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Objetivo da encarnação

141 Há alguma verdade na opinião dos que pensam que a alma é exterior e envolve o corpo?

– A alma não está aprisionada no corpo como um pássaro numa gaiola. Irradiante, ela brilha e se manifesta ao redor dele como a luz através de um globo de vidro ou como o som ao redor de um centro sonoro. É desse modo que se pode dizer que é exterior, mas não é o envoltório do corpo. A alma tem dois envoltórios ou corpos: um sutil e leve, que é o primeiro, chamado perispírito; o outro, grosseiro, material e pesado, que é o corpo carnal. A alma é o centro de todos esses envoltórios, como o germe o é numa semente, como já dissemos.

142 O que dizer desta outra teoria segundo a qual a alma, numa criança, se completa a cada período de vida?

– O Espírito é um só, está completo na criança como no adulto. Os órgãos ou instrumentos das manifestações da alma é que se desenvolvem e se completam. Nesse caso é ainda tomar o efeito pela causa.

143 Por que todos os Espíritos não definem a alma da mesma maneira?

– Os Espíritos não são todos igualmente esclarecidos sobre estas questões. Há Espíritos cujos conhecimentos são ainda limitados e não compreendem as coisas abstratas, como ocorre entre vós com as crianças. Há também Espíritos pseudo-sábios, que fazem rodeio de palavras para se impor; aliás, como acontece entre vós. Mas, além disso, os próprios Espíritos esclarecidos podem se exprimir em termos diferentes que, no fundo, têm o mesmo significado, especialmente quando se trata de coisas para as quais a vossa linguagem é inadequada para exprimir claramente, precisando de figuras e comparações que tomais como realidade.

144 O que se deve entender por alma do mundo?

– O princípio universal da vida e da inteligência de onde nascem as individualidades. Mas aqueles que se servem dessas palavras freqüentemente não se compreendem uns aos outros. A palavra alma tem uma aplicação tão elástica que cada um a interpreta de acordo com a sua imaginação. Já se atribuiu, também, uma alma à Terra, o que é preciso entender como sendo o conjunto de Espíritos devotados que dirigem as vossas ações no bom caminho quando os escutais, e que são, de algum modo, os representantes de Deus em relação ao vosso globo.

145 Como tantos filósofos antigos e modernos têm discutido por tanto tempo sobre a ciência psicológica sem ter chegado à verdade?

– Esses homens eram os precursores da Doutrina Espírita eterna. Eles prepararam os caminhos. Eram homens e se enganaram, tomaram suas próprias idéias pela luz. Mas os próprios erros servem para deduzir a verdade ao mostrar os prós e os contras. Aliás, entre esses erros se encontram grandes verdades, que um estudo comparativo tornará compreensíveis1.

146 A alma tem uma sede determinada e circunscrita no corpo?

– Não, mas está mais particularmente na cabeça entre os grandes gênios, os que pensam muito, e no coração nos que têm sentimentos elevados e cujas ações beneficiam toda a humanidade.

146 a Que pensar da opinião daqueles que colocam a alma num centro vital?

– Isso quer dizer que o Espírito se localiza, de preferência, nessa parte do vosso organismo, uma vez que é para aí que convergem todas as sensações. Aqueles que a colocam no que consideram como centro da vitalidade a confundem com o fluido ou princípio vital. Contudo, pode-se dizer que a sede da alma está mais particularmente nos órgãos que servem às manifestações intelectuais e morais.

O Livro dos Espíritos  - Parte Segunda – Capítulo 2

Encarnação dos espíritos

(mais sobre encarnação no dia 28.06 neste blog)

 



Categoria: Espiritismo
Escrito por Jeanne às 22h53
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O cérebro espiritual

O pensamento não é somente o resultado das articulações cerebrais, mas constitui, mais profundamente, a soma complexa das funções ainda imperceptíveis da mente. Todos os seres humanos possuem o poder do pensamento, embora desconheçam a força que carregam consigo.

Nossos pensamentos transformam-se em correntes mentais, colocando-nos em ligação psíquica com o universo de pensamentos alheios, de vital importância para a vida íntima de cada um de nós.

O cérebro espiritual de qualquer pessoa tem a capacidade extraordinária de, ao mesmo tempo e ininter­ruptamente, emitir mensagens psíquicas e captar ondas mentais de criaturas encarnadas ou desencarnadas.

Há um mundo invisível mas real, imponderável mas positivo, em torno de todos os encarnados. Somos todos espíritos intercomunicando-se intensamente, de modo sutil pelos fios eletromagnéticos do pensamento. O sábio espírito Emmanuel nos esclarece a respeito:

 

"Assimilamos os pensamentos daqueles que pensam como pensamos. É que, sentindo, mentalizando, falando ou agindo, sintonizamo-nos com as emoções e idéias de todas as pessoas, encarnadas ou desencarnadas, de nossa faixa de simpatia. "(')

Somos todos médiuns

 

Se todas as pessoas possuem o poder mental de sintonizar-se com outras mentes, influenciando e sendo influenciadas, podemos concluir que todas as criaturas são médiuns, pois todos nós nos relacionamos com os espíritos, embora grande parte das criaturas não percebam nem de leve esse fenômeno. Médiuns não são apenas os que possuem determinadas faculdades psíquicas especiais: clariaudiência, clarividência, psicofonia, psicografia, efeitos físicos e magnetismo curador. Quem não detém nenhuma das faculdades especiais é também um médium, porque possui a força mental para receptar espontaneamente de outras mentes, pelo fenômeno psíquico chamado "inspi­ração" ou "intuição", muito comum nos acontecimentos do dia-a-dia das pessoas mais espiritualizadas.

Os espíritos estão em toda parte, em intercâmbio profundo com os homens de todas as classes sociais e de todos os graus de moralidade.

Com facilidade, entramos na faixa psíquica de todos os espíritos que se assemelham a tudo aquilo que estamos sentindo, conversando, imaginando ou de acordo com as nossas ações e hábitos diários.

A força de sintonia nascerá sempre de nós para com os espíritos, pois seremos logicamente nós que acionamos a tomada de ligação mental. Para o espírito Emmanuel, "a inspiração é a equipe dos pensamentos alheios que aceitamos ou procuramos"

 

Livro: Minha Mente, Meu Mundo – Walter Barcelos

 

 

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Categoria: Espiritismo
Escrito por Jeanne às 18h43
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